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Ato contra morte de cadela faz Carrefour Osasco fechar as portas

Unidade foi fechada às 14 horas, mas manteve o estacionamento aberto para manifestantes

Por Estadão Conteúdo Atualizado em 8 dez 2018, 17h19 - Publicado em 8 dez 2018, 17h14
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  • Manifestantes realizam protesto no Carrefour da Avenida dos Autonomistas (Guilherme Rodrigues/Futura Press/Folhapress)

    O Carrefour Osasco fechou as portas neste sábado, 8, por causa de uma manifestação agendada para o local, em repúdio pela morte da cadela “Manchinha”. O animal morreu no último dia 28, no local.

    Imagens de um segurança ameaçando o animal com uma barra de ferro foram divulgadas. De acordo com o Carrefour, a área de vendas da unidade na Grande São Paulo foi fechada às 14 horas, mas o estacionamento está liberado para os manifestantes. Por volta das 16 horas, não havia informações sobre a reabertura da loja após as manifestações.

    Em um ato convocado nas redes sociais até às 15 horas deste sábado, mais de 12.000 pessoas haviam sinalizado que pretendem comparecer e 55.000 demonstraram interesse. O convite para o protesto pede às pessoas que durante o evento utilizem uma peça de roupa na cor preta, e levem balões, flores e velas, em sinal de luto contra a morte da cadela.

    Na quinta-feira, 6, o segurança acusado de agredir e causar a morte do cachorro confessou à polícia ter golpeado o animal com uma barra metálica, mas se disse arrependido. Em depoimento prestado na Delegacia do Meio Ambiente, ele afirmou que não percebeu que havia ferido o animal e só teria se dado conta quando viu o sangue no chão. Também alegou ter buscado ajuda e ligado para o Centro de Zoonoses do seu celular pessoal.

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    O segurança foi indiciado pelo artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais, por praticar abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais. A pena prevista é de 3 meses a 1 ano de prisão, além de multa, que pode ser aumentada em até um terço por causa da morte. Ele vai responder em liberdade, porque o crime é considerado de baixo potencial ofensivo.

    Em nota, a Secretaria da Segurança Pública afirmou que o caso ainda é investigado. “Policiais analisam imagens de câmeras de segurança do local e colhem oitivas de testemunhas, como a veterinária do Centro de Zoonoses de Osasco, que atendeu o animal, e o segurança do estabelecimento, porém mais detalhes não podem ser passados para não atrapalhar as investigações.”

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