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Senador utilizou relatório da PF para convencer colegas a aprovarem voto impresso

"A urna vai continuar sendo eletrônica", diz Esperidião Amin, autor da emenda no novo Código Eleitoral

Por Hugo Marques Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 23 ago 2025, 10h40

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou na quarta-feira 20, por 14 votos a 12, o novo texto do Código Eleitoral, que prevê a realização de eleições com voto impresso, uma bandeira dos partidos de oposição e do ex-presidente Jair Bolsonaro. O projeto, que segue para o plenário da Casa, prevê que a urna eletrônica terá de imprimir o registro de cada voto, e o comprovante será depositado em outra urna lacrada, para eventual auditoria.

Autor da emenda do voto impresso, o senador Esperidião Amin (PP-SC) espera que a nova regra esteja valendo paras as próximas eleições, em 2026. Para isso, o projeto tem de ser votado no plenário do Senado e depois retornar para a análise da Câmara dos Deputados.

Segundo Amin, a mudança tem inspiração e sustentação técnica da Polícia Federal. O senador distribuiu aos colegas um relatório de análise feito por três peritos criminais da PF em 2018. “Recomendamos que sejam envidados todos os esforços para que possa existir o voto impresso para fins de auditoria”, diz o documento. “Por mais confiável que sejam todas as pessoas envolvidas no processo do sistema eleitoral e por mais maduro que sejam os softwares, eles sempre possuirão possíveis vulnerabilidades e necessidades de aperfeiçoamentos”.

Sigilo do voto em jogo

Amin afirmou ainda que o novo formato de votação preserva o sigilo do voto: “A urna eletrônica continua sendo urna eletrônica, só que poderá ser auditada. O voto impresso é só para fins de auditoria”. Os senadores não estimaram o aumento de custos que o novo dispositivo poderá acarretar.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também não respondeu a questionamento de VEJA sobre eventuais gastos extras para adaptar todas as urnas ao voto impresso, caso o projeto seja aprovado pelo Congresso.

A postura do TSE é compreensível. O voto impresso já foi rejeitado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) duas vezes. A primeira vez foi em 2013. No debate mais recente, em 2020, o tribunal decidiu por unanimidade que o mecanismo viola o sigilo do voto.

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