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Por José Benedito da Silva Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
A política e seus bastidores. Com Laísa Dall'Agnol, Bruno Caniato, Isabella Alonso Panho, Heitor Mazzoco e Pedro Jordão. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Caso do golpe: o que Jair Bolsonaro disse nas suas alegações finais ao STF

Advogados do ex-presidente apresentaram na noite desta quarta, 13, última peça de defesa antes do julgamento ser marcado

Por Isabella Alonso Panho Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 13 ago 2025, 22h49 - Publicado em 13 ago 2025, 21h23

Os advogados que defendem o ex-presidente Jair Bolsonaro no caso da tentativa de golpe de estado apresentaram nesta quarta-feira, 13, as alegações finais no caso da tentativa de golpe de estado, no Supremo Tribunal Federal (STF). Essa é a última etapa da defesa antes do julgamento ser marcado. A manifestação diz que houve cerceamento de defesa, pede a anulação do acordo de colaboração premiada de Mauro Cesar Barbosa Cid e que, no final da ação, Bolsonaro seja absolvido pelos ministros da Primeira Turma.

“Os réus são tratados como golpistas, como culpados, muito antes de a defesa ser apresentada. Uma parte expressiva do país, a maioria da imprensa não quer um julgamento, quer apenas conhecer a quantidade de pena a ser imposta.
Neste ambiente de massacre, a defesa, pesa dizer, não teve a amplitude de defesa garantida”, disse a defesa de Bolsonaro na introdução das alegações finais.

Reportagens de VEJA que revelaram que Cid mentiu no acordo de colaboração também foram mencionadas. “A delação é inusitada. O pedido de aproveitamento parcial é inusitado. Quando o delator foi acusado de romper a delação, por conta da matéria da Revista Veja, foi preso de imediato. Uma segunda matéria, bem mais grave que a primeira, não gerou consequências. Ou melhor, serviu para a PGR reconhecer ‘omissões’ e ‘ambiguidades’. E de forma inusitada, uma vez mais, sugeriu um prêmio ao delator.”

Nessa mesma introdução, os advogados de Bolsonaro afirmam que “não há provas” que o liguem ao plano Punhal Verde e Amarelo, que planejava os assassinatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de seu vice Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes. Também afirmam que no processo há uma “acusação sem provas de que (Bolsonaro) teria liderado o 08 de janeiro”.

Nulidade do acordo de colaboração de Mauro Cid

Ao pedirem a nulidade do acordo de colaboração de Mauro Cid, os advogados de Bolsonaro relembraram reportagem de VEJA que revelou que o ex-ajudante de ordens fez um perfil no Instagram em nome de sua esposa e depois usou essa conta para falar com outros investigados.

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“A estória delatada é aquela que que permitia viabilizar um acordo que o colocasse em liberdade e afastasse a responsabilização criminal de seu pai, sua esposa e sua filha mais velha”. Mais adiante, a defesa complementa: “foi por meio do acordo de colaboração que Mauro Cid estancou a ameaça velada que alegou sofrer. Como se acompanha, as investigações não mais avançaram sobre seu pai, sua esposa e sua filha maior”.

Inocência de Bolsonaro

Outro grande pilar da defesa é de que, segundo os advogados do ex-presidente, a fase de produção de provas não demonstrou ligaçoes entre ele e os planos para dar um golpe de estado ou assassinar autoridades. “Em poucas palavras, ninguém viu um texto prevendo a prisão de diversos ministros do STF, dentre outras autoridades. Esta estória existe exclusivamente no depoimento do delator, e ainda assim de forma um tanto confusa”, disse a defesa.

Em outro trecho, a defesa diz que a transição entre governos ocorreu normalmente, por determinação de Bolsonaro. “A prova foi vasta e unânime no sentido de que, superando a decepção com a campanha eleitoral e sua derrota, superando sua situação de saúde e apesar dos discursos dos descontentes que tentavam lhe pressionar, o ex-presidente de pronto determinou a sucessão, dando início ao governo de transição. A transição ocorreu – por ordem do então presidente – de forma eficaz, pacífica e imediata. Sem intercorrências; sem qualquer dificuldade; e em todas as áreas, inclusive na área militar.”

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Próximos passos

Com o término do prazo de alegações finais nesta quarta para todos os réus, o caso fica pronto para julgamento. O presidente da Primeira Turma, ministro Cristiano Zanin, é quem precisa designar a data de julgamento. Quando o dia chegar, defesa e acusação terão direito a fazerem uso da palavra, por meio de sustentação oral. Depois dessa etapa, o relator, Alexandre de Moraes, é quem vota primeiro. Depois, os demais membros da Primeira Turma votarão — eles podem concordar com o relator, divergir ou até mesmo pedir vista, para analisar o processo com mais calma.

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