Mundo terá boom de milionários nos próximos cinco anos
Desigualdades aceleram riquezas individuais; pessoas com pelo menos 1 milhão de dólares deve crescer 40% até 2026, segundo relatório do Credit Suisse
A crise sanitária causada pela Covid-19 e a guerra no Leste Europeu desencadearam perdas financeiras e acentuaram as desigualdades sociais, ampliando a quantia dos mais ricos e diminuindo a dos mais pobres. Devido ao desbalanceamento causado, a estimativa é que o número de milionários no mundo deve crescer 40% até 2026, de acordo com o Global Wealth Report 2022, relatório do banco suíço Credit Suisse, divulgado nesta terça-feira, 20.
Atualmente, o número de milionários no mundo – pessoas com pelo menos 1 milhão de dólares em riqueza – é de 62,5 milhões. Nos próximos cinco anos, o mundo deve ter 87,5 milhões de milionários, sendo a maior parte dos Estados Unidos, China e Japão. Dos 87,5 milhões, 27,5 milhões deve ser o total de milionários nos Estados Unidos até 2026, seguido por 12,2 milhões na China e 4,8 milhões no Japão.
A riqueza na China vem crescendo rapidamente e o Credit Suisse acredita que o país asiático deve continuar gerando milionários. “Esperamos que a riqueza das famílias na China continue a alcançar os Estados Unidos, avançando o equivalente a 14 anos nos EUA entre 2021 e 2026”, diz o relatório.
No primeiro semestre deste ano, as 500 pessoas mais ricas perderam uma quantia calculada em 1,4 trilhão de dólares, mas os números divulgados pelo relatório indicam uma rápida recuperação dessa fortuna. Segundo o levantamento do banco suíço, é estimado que a fortuna dos milionários some 169 trilhões de dólares até 2026.
Nos países emergentes, grupo fortemente impactado pelas condições adversas do cenário macroeconômico e pelas diferenças sociais, também é esperado um crescimento de 10% de milionários nos próximos cinco anos, com Índia, Hong Kong e Brasil liderando o ranking. Até 2026, o Brasil deve ter 572 mil milionários, um aumento expressivo contra os 266 mil estimado atualmente.