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O salto para o ensino fundamental

Um estudo da OCDE diz que se a transição da pré-escola para o primeiro ano não for bem feita, o trabalho pode ser em vão

Por Monica Weinberg
11 Maio 2018, 19h53
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  • Às vezes, os pais nem notam, mas existe uma diferença colossal entre os anos de pré-escola e o que vem logo depois — o ingresso no ciclo fundamental. É quando o colégio começa a ficar com cara de coisa séria, com mais regras, ritos e alunos na classe e menos brincadeira. Esta passagem pode ser dura para as crianças, exigindo alguma maturidade e bom poder de adaptação. A OCDE (organização dos países mais ricos) produziu um estudo que mostra como fazer esta transição de forma suave e produtiva. “Se a mudança não for bem feita, os ganhos da pré-escola tendem a ficar comprometidos”, alerta o físico alemão Andreas Schleicher, responsável pela área de educação da OCDE e pelo relatório.

    À luz da experiência de países que fazem bem a lição de casa, Schleicher enfatiza a importância de o histórico do aluno em seus primeiros anos ser apresentado à nova escola ou ao novo professor — a ideia é que a criança não engate no ensino fundamental como se não tivesse qualquer bagagem trazida da experiência anterior. “Saber o que ela já fez e já sabe é fundamental para que dê os próximos passos”, diz o relatório. Isso é raríssimo de ocorrer em qualquer parte, mas, quando acontece, traz bons resultados. Para haver um sistema assim, em que uma escola recebe um relatório da outra, é fundamental que o governo dê o incentivo, inclusive com treinamento aos professores.

    O documento também chama atenção para algo que considera uma prática equivocada: em geral, os professores que ensinam na pré-escola são os que têm pior formação, menos prestígio e salário mais baixo. Pois é esse justamente o momento em que o cérebro da criança forma novas conexões a um ritmo incomparável com qualquer outra fase da vida. É quando ela constitui a base para, depois, assimilar conhecimentos mais complexos em todas as áreas. Se a largada escolar for prejudicada, isso poderá ter consequência ao longo de todo o ciclo de aprendizado. Países de alto nível educacional, como a Finlândia, compreenderam isso e passaram a investir com afinco em profissionais que cuidam da pré-escola.

    As escolinhas recebem cada vez mais alunos no mundo inteiro, embora nem sempre em número suficiente nem com a qualidade necessária. O relatório de Schleicher registra que a educação obrigatória começa na pré-escola em 40% dos países — o Brasil incluído. É um avanço em relação ao passado, mas mostra também que a maioria ainda estreia na sala de aula aos 6 anos. O atual estudo sobe um degrau na discussão por não só frisar os efeitos positivos do ingresso mais cedo no mundo do ensino — mas mostrar como ele pode verdadeiramente impactar no aprendizado ao longo de toda a vida.

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