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Após apreensão de petroleiro, Irã ameaça capturar navio britânico

Embarcação de Teerã confiscada em Gibraltar possivelmente transportava petróleo para a Síria, em violação às sanções contra o governo iraniano

Por Da Redação
5 jul 2019, 10h31
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  • O petroleiro Grace 1 nas águas de Gibraltar: fim de cativeiro britânico - 04/07/2019 (Jon Nazca/Reuters)

    Um comandante da Guarda Revolucionária do Irã ameaçou apreender um navio do Reino Unido nesta sexta-feira, 5, em retaliação depois que fuzileiros navais britânicos capturaram um petroleiro iraniano em Gibraltar.

    “Se o Reino Unido não liberar o navio-petroleiro iraniano, é tarefa das autoridades apreender um navio-petroleiro britânico”, disse Mohsen Rezai no Twitter.

    O navio iraniano de 330 metros de comprimento, foi detido na madrugada de quinta-feira 4 pela polícia e pelos agentes alfandegários de Gibraltar, auxiliados por um destacamento da Marinha britânica.

    De acordo com o ministro espanhol das Relações Exteriores, Josep Borrell, a captura do navio foi feita devido a “um pedido dos Estados Unidos ao Reino Unido”. A suspeita é de que a embarcação transportava petróleo do Irã para a Síria, em violação às sanções americanas e europeias.

    O governo de Gibraltar disse que os tripulantes do petroleiro Grace 1 estão sendo entrevistados como testemunhas, não suspeitos de crime, na tentativa de se estabelecer a natureza de sua carga e seu destino final.

    Fuzileiros navais britânicos desceram de corda no navio situado no litoral do território britânico na quinta-feira e o apreenderam. Eles pousaram um helicóptero na embarcação em movimento na escuridão total.

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    A manobra agrava um confronto entre o Irã e o Ocidente poucas semanas depois de os Estados Unidos cancelarem ataques aéreos minutos antes do impacto, e arrasta o aliado mais próximo de Washington a uma crise na qual potências europeias têm se esforçado para permanecer neutras.

    Teerã convocou o embaixador britânico na quinta-feira para expressar “sua objeção muito forte à apreensão ilegal e inaceitável” de seu navio, uma medida que também eliminou a dúvida sobre a propriedade da embarcação.

    O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Abbas Mousavi, disse que o carregamento de petróleo cru é de seu país. Segundo os documentos do navio, o petróleo é do vizinho Iraque, mas dados de monitoramento indicam que ele foi carregado em um porto iraniano.

    Países europeus vêm andando na corda bamba desde o ano passado, quando os Estados Unidos ignoraram seus apelos e se desligaram de um pacto entre o Irã e potências mundiais que deu a Teerã acesso ao comércio global em troca de limitações em seu programa nuclear.

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    Nos últimos dois meses, Washington endureceu as sanções contra Teerã visando interromper totalmente suas exportações de petróleo. Isso praticamente interditou os principais mercados ao Irã e o forçou a encontrar maneiras heterodoxas para vender seu petróleo cru.

    Ainda na quinta-feira, Gibraltar disse ter razões consideráveis para acreditar que o Grace 1 estava transportando petróleo cru para a refinaria de Baniyas, na Síria, mas não mencionou a propriedade da embarcação ou a origem da carga.

    Especialistas em navegação dizem que ele pode ter tentado evitar a rota mais direta pelo Canal de Suez, onde um grande petroleiro normalmente seria instruído a descarregar parte de sua carga em um oleoduto para passar, o que poderia expô-lo a uma apreensão.

    (Com Reuters e AFP)

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