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Após atentado, Londres pede colaboração do WhatsApp

Ministra do Interior pede que empresas como WhatsApp não sirvam para terroristas se comunicarem entre si

Por da Redação
26 mar 2017, 14h46
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  • Incidente com tiros em Londres
    Paramédicos atendem uma pessoa ferida após incidente com tiros na ponte de Westminster em Londres - 22/03/2017 (Toby Melville/Reuters)

    Neste domingo, quatro dias depois do atentado em frente ao Parlamento britânico, a ministra do Interior, Amber Rudd pediu a colaboração dos serviços de mensagens como o WhatsApp para que não “sirvam de esconderijo de terroristas”. 

    A ministra confirmou para  Sky News que Khalid Masood, o britânico 52 anos convertido ao Islã e que durante a semana matou três pessoas atropelando-as com seu carro na ponte de Westminster antes de esfaquear e matar um policial diante do Parlamento, utilizou o WhatsApp um pouco antes do ataque.

    “Temos que nos assegurar que as empresas como WhatsApp não sirvam de esconderijo secreto onde os terroristas possam se comunicar entre si”, afirmou ainda Amber. A ministra deverá ser reunir na próxima quinta-feira com dirigentes de empresas nesse setor para convencê-los a colaborar com as autoridades.

    O WhatsApp se manifestou, assinalando a predisposição do grupo em ajudar. “Estamos horrorizados com o ataque realizado em Londres e cooperaremos com as autoridades em suas investigações”, indicou a empresa em um comunicado enviado à AFP.

    “Queremos entender se Masood agiu sozinho inspirado pela propaganda terrorista ou se houve outras pessoas que o incentivaram, apoiaram e deram instruções”, declarou no sábado um dos chefes da luta antiterrorista britânico, Neil Basu.

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    Depois do atentado, que deixou 50 feridos, além dos quatro mortos, a polícia deteve onze suspeitos de participar na preparação do atentado.

     

     

    Masood tinha 52 anos e seu verdadeiro nome era Adrian Russel. A mudança de nome indica a conversão ao islã. A imprensa britânica informou que ele trabalhou como professor na Arábia Saudita em meados dos anos 2000, quando se radicalizou, antes de retornar ao Reino Unido em 2009.

     

    O grupo extremista Estado Islâmico (EI) reivindicou o atentado menos de 24 horas depois do ocorrido.

    Com AFP

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