Ícone de fechar alerta de notificações
Avatar do usuário logado
Usuário

Usuário

email@usuario.com.br
Mês dos Pais: Revista em casa por 7,50/semana

Direita, volver: a onda conservadora na Bolívia

Logo após ser surpreendido com o resultado, Pereira se dirigiu à multidão reunida na capital, La Paz, para bradar: “Quero mudança!”

Por Ricardo Ferraz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 22 ago 2025, 17h44 - Publicado em 22 ago 2025, 06h00

Mesmo sem conhecer ainda o nome que ocupará a cadeira presidencial, a Bolívia entrou, no último domingo, 17, para o rol dos países latino-americanos varridos pela onda conservadora, que domina países como Argentina, Peru, Paraguai e Equador. Dois candidatos de direita duelarão no segundo turno, previsto para 19 de outubro. Quem saiu na dianteira foi Rodrigo Paz Pereira, 57 anos, do Partido Democrata Cristão, com um terço dos votos, à frente de Jorge Quiroga, da Aliança Livre. Logo após ser surpreendido com o resultado, Pereira, que oscilava entre o terceiro e o quinto lugar nas pesquisas, se dirigiu à multidão reunida na capital, La Paz, para bradar: “Quero mudança!”. A derrota antecipada da esquerda, que em duas décadas nunca havia perdido um páreo, é fruto de uma severa crise econômica, decorrente de uma política insustentável de subsídios do governo, que importa produtos básicos, como combustíveis e farinha de trigo, para revendê-los abaixo da tabela no mercado interno. Mesmo vendo as exportações de gás natural, o principal ganha-pão boliviano, caírem ano a ano, o atual ocupante do Palácio Quemado, Luis Arce, manteve a medida na esperança de recuperar a baixíssima popularidade. Resultado: a maior inflação desde 2008, escassez de dólares e enormes filas nas padarias e postos de gasolina. Compreensivelmente, o candidato de Arce, apedrejado no dia da votação, não decolou, e ainda travou guerra com o ex-aliado Evo Morales, que tinha planos de um quarto mandato, mas, acusado de abusar de uma menor de idade, foi impedido pela Justiça. Refugiado em uma casa no meio da floresta, Evo pregou o voto nulo. Agora é ver o que o movimento pendular, que aponta para a direita, reserva ao futuro do castigado país.

Publicado em VEJA de 22 de agosto de 2025, edição nº 2958

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
De: R$ 16,90/mês
Apenas 9,90/mês*
OFERTA MÊS DOS PAIS

Revista em Casa + Digital Completo

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
De: R$ 55,90/mês
A partir de 29,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$118,80, equivalente a 9,90/mês.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.

abrir rewarded popup