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Guaidó prossegue ‘turnê’ e chega ao Paraguai

Depois de reunião com Bolsonaro em Brasília, o autodeclarado presidente interino da Venezuela será recebido pelo líder paraguaio, Mario Abdo

Por Da Redação
1 mar 2019, 12h03
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  • Em sua conta no Twitter, Juan Guaidó, afirmou que seus encontros com chefes de Estado representam "a reafirmação de um compromisso de toda a região com a liberdade da Venezuela - 28/02/2019 (Ueslei Marcelino/Reuters)

    Depois de viajar ao Brasil e encontrar o presidente Jair Bolsonaro, o presidente interino autoproclamado da Venezuela, Juan Guaidó, deixou Brasília na manhã desta sexta-feira, 1, rumo ao Paraguai, onde pousou pouco antes do meio-dia (horário de Brasília). É o terceiro país sul-americano visitado pelo líder oposicionista venezuelano desde que ele apareceu na Colômbia, semana passada, a fim de demonstrar apoio internacional. Em Assunção, Guaidó tem agendada uma reunião com o presidente paraguaio, Mario Abdo. Assim que desembarcou, ele se dirigiu ao palácio do governo local para uma discussão a portas fechadas. Os dois devem participar de uma coletiva de imprensa, que não teve seus detalhes divulgados. 

    Durante a estadia no Brasil, Guaidó postou um agradecimento a Abdo em sua conta no Twitter “por apoiar a luta venezuelana de voltar a viver em democracia”. E afirmou que a visita a mais um país sul-americano representava a reafirmação de um compromisso de toda a região com a liberdade da Venezuela.

    Também por um tuíte, publicado na quinta-feira 28, Mario Abdo anunciou que seria mais um a receber o “querido amigo” Guaidó.

    Pela mesma rede social, o autodeclarado presidente interino detalhou encontros que teve na capital brasileira além de sua reunião com Jair Bolsonaro. Ainda na quinta-feira 28, ele conversou com diplomatas da União Europeia e com o presidente do Congresso Nacional, o senador David Alcolumbre (DEM-AP). “Todos os encontros visaram fortalecer a cooperação internacional para alcançar o fim da usurpação, o governo de transição e eleições livres”, completou Guaidó, que também é o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela.

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    Depois de se reunir com o venezuelano no Palácio do Planalto, o presidente Bolsonaro afirmou que o Brasil “não poupará esforços” para restabelecer a democracia no país vizinho, frisando que tudo se dará respeitando a Constituição e com convocação a “eleições livres e confiáveis”.

    O presidente autoproclamado também se reuniu com o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, no Palácio do Itamaraty, depois de chegar a Brasília em um voo da Força Aérea da Colômbia, onde participou de discussões sobre a situação venezuelana com representantes do Grupo de Lima e o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence. 

    Muito se discute sobre os riscos enfrentados pelo oposicionista, já que Maduro ordenou o fechamento das fronteiras da Venezuela com a Colômbia e com o Brasil e afirmou que Juan Guaidó responderá na Justiça assim que chegar em Caracas. 

    Guaidó é investigado pelo procurador-geral chavista Tarek William Saab por ações contra “a paz, a economia e o patrimônio” da Venezuela. Como parte do processo, ele foi submetido a medidas cautelares, entre elas a proibição de deixar o país. “Ele não pode simplesmente ir e vir. Ele terá que enfrentar a Justiça e a Justiça o proibiu de deixar o país”, afirmou o ditador chavista.

    Apesar da indefinição sobre o retorno ao seu país natal, o presidente interino garantiu que voltará para Venezuela até segunda-feira, 4. 

    (com AFP)

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