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Presidente do Sri Lanka tenta fugir do país após renunciar

A tentativa, no entanto, foi falha. Funcionários do aeroporto supostamente bloquearam o embarque de Gotabaya Rajapaksa em um voo para Dubai

Por Da Redação
Atualizado em 12 jul 2022, 16h24 - Publicado em 12 jul 2022, 08h54
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  • GLASGOW, SCOTLAND - NOVEMBER 01: Sri Lanka President Gotabaya Rajapaksa presents his national statement during day two of COP26 at SECC on November 1, 2021 in Glasgow, United Kingdom. 2021 sees the 26th United Nations Climate Change Conference. The conference will run from 31 October for two weeks, finishing on 12 November. It was meant to take place in 2020 but was delayed due to the Covid-19 pandemic. (Photo by Andy Buchanan - Pool/Getty Images)
    Enquanto ainda é presidente, Rajapaksa goza de imunidade de prisão e acredita-se que ele queira ir para o exterior antes de deixar o cargo para evitar a possibilidade de ser detido - 01/11/2021 (Andy Buchanan/Getty Images)

    O presidente do Sri Lanka, Gotabaya Rajapaksa, tentou fugir do país tarde da noite de segunda-feira 11, mas fracassou depois que funcionários do aeroporto o forçaram a bater em retirada.

    Rajapaksa, que deve renunciar oficialmente na quarta-feira, 13, após meses de manifestações pedindo sua renúncia, teria tentado fugir para Dubai. No entanto, a equipe de imigração se recusou a deixar o presidente ir à área VIP do aeroporto para carimbar seu passaporte – e, certamente, ele não apelaria às filas comuns, por medo de ser assediado pelo público.

    Como resultado, Rajapaksa teria perdido quatro voos para os Emirados Árabes Unidos. Segundo autoridades, ele e sua esposa tiveram que retornar a uma base militar próxima.

    De acordo com funcionários que falaram com a agência de notícias Agence France-Presse, o presidente está agora considerando usar uma embarcação de patrulha da marinha para fugir da ilha, embora essa informação não possa ser confirmada.

    Enquanto ainda é presidente, Rajapaksa goza de imunidade de prisão e acredita-se que ele queira ir para o exterior antes de deixar o cargo para evitar a possibilidade de ser detido. O político é acusado de ser leniente com a corrupção e de ter feito uma má gestão econômica, que levou o país à falência e desencadeou a pior crise financeira já registrada.

    Ele também foi acusado de crimes de guerra, incluindo desaparecimentos e execuções extrajudiciais, durante seu tempo como ministro da Defesa. No cargo, levou a guerra civil, travada contra a minoria tâmil, a um fim violento em 2009. Por mais de uma década, acusações contra ele foram barradas antes que chegassem a tribunais.

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    O presidente não foi o único membro da família a tentar fugir sem sucesso. Seu irmão mais novo, Basil Rajapaksa, que atuou como ministro das Finanças e também foi acusado de corrupção generalizada, foi impedido de embarcar em um voo para os Estados Unios, via Dubai, na manhã desta terça-feira, 12, após protestos de outros passageiros.

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    Os funcionários do aeroporto se recusaram a deixá-lo usar o serviço de concierge rápido e o impediram de embarcar no voo. Pressionado, Basil Rajapaksa, que tem dupla cidadania americana, desistiu.

    Depois que as notícias das tentativas da família Rajapaksa de fugir surgiram nesta terça-feira, uma moção foi apresentada à Suprema Corte pedindo uma ordem para proibir de sair do país não só os fujões, mas também o irmão mais velho Mahinda Rajapaksa, que foi forçado a renunciar ao cargo de primeiro-ministro em maio, o primeiro-ministro Ranil Wickremesinghe, e vários outros que serviram no regime de Rajapaksa.

    Por meses, o presidente Rajapaksa resistiu à pressão pública para que ele renunciasse. No sábado, no entanto, depois que centenas de milhares de manifestantes encheram as ruas de Colombo e ocuparam seu palácio presidencial e escritórios, ele não teve escolha a não ser anunciar que deixaria o cargo.

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    O presidente não é visto desde que os protestos eclodiram no fim de semana, e seu paradeiro continuam sendo fonte de especulação. Sua renúncia, prevista para quarta-feira, foi comunicada primeiro pelo presidente do parlamento, depois pelo gabinete do primeiro-ministro, mas nenhum discurso público foi feito pelo presidente.

    Espera-se que um governo interino, formado por representantes de todos os partidos, assuma o cargo após a tão esperada renúncia de Rajapaksa (o gabinete disse que todos deixarão seus cargos). Sajith Premadasa, o líder do maior partido da oposição, Samagi Jana Balawegaya – que perdeu a eleição presidencial contra Gotabaya Rajapaksa em 2019 –, disse que se candidatará à presidência.

    O parlamento do Sri Lanka se reunirá novamente na sexta-feira, 15, e um novo presidente será eleito pelos parlamentares em 20 de julho. Espera-se que o governo provisório governe por seis a oito meses, até que o país tenha condições de realizar eleições parlamentares.

     

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