Promoção do Ano: VEJA por apenas 4,00/mês
Continua após publicidade

Protesto contra lei discriminatória se espalha por universidades na Índia

Policiais trancam instituição de ensino no estado de Uttar Pradesh e reagem com gás lacrimogêneo às manifestações

Por Da Redação
Atualizado em 30 jul 2020, 19h33 - Publicado em 16 dez 2019, 15h43

Protestos contra uma nova lei de cidadania da Índia, que impede a naturalização de muçulmanos, se espalharam por universidades do país nesta segunda-feira, 16. Críticos da legislação acusam o governo nacionalista hindu de impor uma pauta de cunho religioso que se choca com os pilares da fundação do país como república secular.

Na cidade de Lucknow, no estado de Uttar Pradesh, no norte do país, policiais trancaram os portões do Instituto Ulemá Nadwatul, de estudos do Islamismo, para tentar impedir os estudantes se manifestarem nas ruas. Pedras, tijolos e chinelos foram lançados contra as autoridades, segundo a emissora indiana NDTV. Protestos ainda ocorreram na Universidade Central de Hyderabad, na cidade homônima, e em outras instituições de ensino.

A revolta contra o governo do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, foi atiçada por alegações de brutalidade policial na universidade Jamia Millia Islamia, em Nova Délhi, no domingo 15, quando policiais entraram no campus e dispararam gás lacrimogêneo para interromper um protesto.

Estudantes disseram que as janelas da biblioteca foram quebradas. Eles se protegeram debaixo das carteiras e apagaram as luzes, a conselho dos professores. Ao menos 100 pessoas ficaram feridas.

Cenas semelhantes de choques da polícia contra os manifestantes ocorreram na Universidade Muçulmana Aligarh, também no estado de Uttar Pradesh, onde quase 80% da população é hindu, e 19% muçulmana, de acordo com o Censo de 2011.

Continua após a publicidade

Segundo a lei aprovada pelo Parlamento na semana passada, minorias religiosa – como hindus e cristãos – de Bangladesh, Paquistão e Afeganistão – todos de maioria muçulmana – que se estabeleceram na Índia antes de 2015 poderão pleitear cidadania por enfrentarem perseguição nestes países. Com exceção dos que sigam o islamismo. Segundo o governo, a nova lei visa ajudar os grupos minoritários que enfrentam perseguição nos três países.

(Com Reuters)

 

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Veja e Vote.

A síntese sempre atualizada de tudo que acontece nas Eleições 2024.

OFERTA
VEJA E VOTE

Digital Veja e Vote
Digital Veja e Vote

Acesso ilimitado aos sites, apps, edições digitais e acervos de todas as marcas Abril

2 meses por 8,00
(equivalente a 4,00/mês)

Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba 4 Revistas no mês e tenha toda semana uma nova edição na sua casa (equivalente a 12,50 por revista)

a partir de 49,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$118,80, equivalente a 9,90/mês.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.