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Alerta classifica doenças causadas por mosquitos como ‘novo normal’ na Europa

Comunicado do Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças cita surtos de chikungunya e infecções pelo vírus do Nilo Ocidental

Por Paula Felix Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 20 ago 2025, 14h18 - Publicado em 20 ago 2025, 14h15

O Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC, na sigla em inglês) emitiu um alerta nesta quarta-feira, 20, sobre os surtos de doenças causadas por mosquitos, como a chikungunya, e classificando a situação como o “novo normal” do continente. O comunicado atribui a proliferação dos vetores às mudanças climáticas, que elevam as temperaturas e favorecem o ciclo de vida dos mosquitos, e pede uma “resposta robusta” para o combate às doenças.

O órgão informou que a Europa enfrenta surtos recordes de casos de chikungunya, causada pelos mosquitos Aedes Aegypti e Aedes Albopictus, e de infecções pelo vírus do Nilo Ocidental, também chamado de febre do Nilo Ocidental e transmitido pelo pernilongo (Culex).

Até o momento, foram notificados 27 surtos de chikungunya e o primeiro caso de transmissão local (autóctone) foi registrado na região da Alsácia, na França. O Aedes albopictus já circula por 16 países e 369 regiões. Em relação à década passada, houve um aumento de 223,6% nas regiões afetadas pela circulação do mosquito.

Em relação à febre do Nilo Ocidental, a entidade informou que está ocorrendo o aparecimento de infecções em novas localidades e o registro do maior número de casos em três anos. As províncias de Latina e Frosinone, na Itália, e o condado de Sălaj, na Romênia, notificaram episódios pela primeira vez neste ano.

De acordo com o ECDC, há previsão de aumento de ocorrências da doença e o pico deve ocorrer ainda neste mês ou em setembro.

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“A Europa está entrando em uma nova fase — em que a transmissão mais longa, disseminada e intensa de doenças transmitidas por mosquitos está se tornando o novo normal”, declarou Pamela Rendi-Wagner, diretora do ECDC.

Ela disse ainda que o órgão está trabalhando com os países impactados para a elaboração de respostas aos surtos e com a oferta de orientações de saúde pública.

Guia contra os mosquitos

Para conter a disseminação das doenças, o órgão criou um guia com orientações, que inclui informações sobre dengue e zika, com foco em demandas dos países europeus, considerando que muitos não têm experiência para lidar com doenças transmitidas por mosquitos. Assim como já é divulgado em países onde a infecção é endêmica, como no Brasil, os europeus estão sendo orientados a usar repelente, roupas de mangas compridas e colocar telas mosquiteiras nas janelas.

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“À medida que o panorama das doenças transmitidas por mosquitos evolui, mais pessoas na Europa estarão em risco no futuro. Isso torna a prevenção mais importante do que nunca, tanto por meio de ações coordenadas de saúde pública quanto de medidas de proteção individual. Há uma necessidade urgente de fortalecer e ampliar intervenções eficientes e ecologicamente corretas de controle de mosquitos”, afirmou, em comunicado, Céline Gossner, chefe da Seção de Doenças Transmitidas por Alimentos, Água, Vetores e Zoonóticas do ECDC.

OMS alerta sobre chikungunya

Na semana passada, a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou um alerta sobre o “ressurgimento global” da chikungunya com surtos que se espalham pelo Sul e Leste da Ásia. Nas Américas, onde se concentram os países endêmicos, a entidade informou que o acumulado de 2025 já superou 200 mil casos.

A preocupação é com as regiões que nunca enfrentaram o vírus não só por ser uma doença que causa dores articulares intensas e febre, mas pelo alto potencial de espraiamento.

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“Em locais onde as pessoas têm pouca ou nenhuma imunidade, a doença pode causar surtos rápidos e extensos, infectando até três quartos da população e exercendo intensa pressão sobre os sistemas de saúde”, explicou. Segundo a OMS, 5,6 bilhões de pessoas no mundo vivem em regiões propícias à disseminação de doenças causadas pelo Aedes.

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