Oferta Consumidor: 4 revistas pelo preço de uma

Ministério da Saúde incorpora vacina contra Covid no calendário

Imunização anual vai entrar no PNI para crianças e grupos prioritários, como idosos, imunossuprimidos e indígenas a partir de 2024

Por Paula Felix Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 31 out 2023, 16h06 - Publicado em 31 out 2023, 12h59

Recomendada para evitar episódios graves e mortes por infecção pelo novo coronavírus, a vacina contra a Covid-19 passa a fazer parte do Programa Nacional de Imunizações  (PNI) em 2024 e será ofertada anualmente para grupos prioritários, como crianças, idosos e  pessoas imunossuprimidas. O anúncio foi feito nesta terça-feira, 31, pela secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Ethel Maciel.

No mês passado, o ministério já tinha anunciado que realizava estudos para a incorporação da vacina no calendário nacional como forma de proteger a população mais vulnerável contra o vírus. A atualização no esquema leva em consideração a análise de que, com o fim da emergência de saúde pública internacional, em maio deste ano, a doença passou a ser tratada como uma condição imunoprevenível com necessidade de doses anuais para evitar que as infecções resultem em hospitalizações e óbitos.

“Acreditávamos que a doença teria alguma sazonalidade, mas ela tem um impacto muito maior de subvariantes do que se é verão ou inverno. Essa é uma mudança alinhada com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e, para todas as crianças entre 6 meses e menores de 5 anos, passa a ser obrigatória”, explica Ethel.

Também serão vacinadas pessoas que vivem e trabalham em instituições de longa permanência, pessoas com deficiência permanente e indígenas.

Para os demais públicos, até o momento, não há previsão de aplicação de novas doses, mas quem ainda não recebeu a vacina bivalente deve atualizar a caderneta para se proteger da variante de preocupação ômicron, dominante no mundo.

Continua após a publicidade

“Se compararmos 2023 e 2022, temos hoje 42 pessoas morrendo por dia. É como se um ônibus por dia. No ano passado, eram mais de 200 pessoas, um avião caindo por dia.”

Ethel Maciel, secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente

Segundo o ministério, apenas 16,86% da população se vacinou e essa medida é fundamental para evitar as cenas de horror vistas na pandemia. “Já tivemos 4 mil pessoas morrendo por dia no país”, relembra a secretária, associando o controle da situação à eficácia das vacinas.

O aumento de casos decorrente da baixa cobertura vacinal com as doses mais atualizadas, caso do imunizante bivalente, e o índice baixo de testagem são preocupações dos especialistas, pois o vírus continua em circulação e pode afetar populações com a saúde mais frágil. A vacinação é a forma mais eficaz de evitar que a infecção evolua para quadros que necessitam de hospitalização ou para a morte do paciente.

Continua após a publicidade

Covid longa

O ministério anunciou ainda o início de um estudo sobre os impactos da Covid longa no Brasil, condição que atinge até 20% dos infectados pelo vírus e engloba mais de 200 sintomas de natureza gastrointestinal, neurológica e psiquiátrica, como falta de ar, fadiga e disfunções cognitivas.

Serão entrevistadas 33 mil pessoas para a coleta de informações que serão utilizadas para a elaboração de políticas públicas focadas no quadro. Segundo a OMS, pessoas com Covid longa podem ter a manutenção de sintomas ou aparecimento de novos problemas após três meses da infecção pelo vírus e permanência do quadro por, ao menos, dois meses.

Por isso, a importância de garantir a vacinação, principalmente das crianças. “Não sabemos efeitos em longo prazo, porque é uma doença que causa inflamações e importantes mudanças em nosso organismo. Precisamos proteger as crianças para garantir qualidade de vida no futuro”, afirma a secretária.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

SEMANA DO CONSUMIDOR

10 grandes marcas em uma única assinatura digital

Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
Apenas R$ 5,99/mês*
ECONOMIZE ATÉ 47% OFF

Revista em Casa + Digital Completo

Nas bancas, 1 revista custa R$ 29,90.
Aqui, você leva 4 revistas pelo preço de uma!
a partir de R$ 29,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$71,88, equivalente a R$ 5,99/mês.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.