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Mpox: Ministério da Saúde implementa sala de situação diante de emergência global

Quadro de casos é estável no Brasil e país não tem episódios de clado que causa surto na República Democrática do Congo; Suécia tem caso de variante

Por Paula Felix Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 15 ago 2024, 20h46 - Publicado em 15 ago 2024, 20h40

Um dia depois de a Organização Mundial da Saúde (OMS) retomar a emergência global por mpox, zoonose viral que ficou conhecida como varíola dos macacosmonkeypox, o Ministério da Saúde implementou uma sala de situação para monitorar o quadro da doença tanto no cenário nacional quanto internacional. O novo clado do vírus que causa um surto na República Democrática do Congo ainda não circula no Brasil, mas o Centro de Operações de Emergência em Saúde (COE) mpox terá o objetivo de elaborar ações de resposta ao vírus.

Segundo o ministério, o país registra estabilidade de casos desde o ano passado, com menos de 60 notificações por semana, e o novo clado — que tem sido chamada de a variante 1b — não foi registrado no país.

“Na atual fase da mpox no Brasil, o importante é a vigilância e o monitoramento. A situação não é de alarme, mas de alerta”, declarou, nas redes sociais, a ministra da Saúde Nísia Trindade.

Neste ano, a pasta recebeu 709 notificações da doença, das quais 85,9% ocorreram em pacientes do sexo masculino e 42,2% foram infecções em pessoas vivendo com HIV/aids. No pico da doença, em 2022, foram registrados mais de 10.000 casos. Ao todo, foram 16 mortes — a última registrada em abril do ano passado.

A imunização contra mpox teve início em 2023, mas as doses foram direcionadas para a população com risco elevado de evoluir para formas graves da doença. Até o momento, de acordo com o ministério, mais de 29 mil doses foram aplicadas.

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“A vacinação é uma parte muito pontual de nossa estratégia, como para pessoas imunossuprimidas potencialmente mais expostas ao contato com o vírus. Ela é focada em públicos-alvo muito específicos”, explicou Nísia.

De acordo com o médico infectologista Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), a vacina é eficaz. “Não há muitos dados sobre o clado atual, mas, a princípio, não há por que suspeitar que a vacina não proteja. Mesmo depois do contato, a pessoa pode tomar a vacina que ela tem tempo suficiente de proteção.”

Embora o Brasil não tenha casos da nova variante, ela é observada com atenção por se disseminar rapidamente e ter padrões da versão que se alastrou em 2022, quando a OMS também declarou Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (PHEIC, na sigla em inglês).

“A cepa 1 da variante b, que surgiu no Congo, tem gerado maior preocupação e é a razão para esta nova declaração da OMS, por ter se mostrado mais transmissível. Mutações fizeram com que essa variante b causasse casos mais graves, inclusive em crianças, diferente do que observávamos anteriormente, onde os casos se concentravam em homens na faixa etária de 19 a 39 anos”, disse Ethel Maciel, secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do ministério.

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No surto em curso desde o início deste ano na República Democrática do Congo, foram registrados mais de 14.000 casos e 524 mortes pela infecção. Segundo a OMS, foram detectados 90 casos do subtipo 1b do vírus em quatro países vizinhos que não tinham relatos da doença: Burundi, Quênia, Ruanda e Uganda.

Suécia registra caso de nova variante de mpox

O primeiro caso da nova variante de mpox fora do continente africano foi registrado nesta quinta-feira, 15, na Suécia. Segundo a Agência de Saúde Pública do país, uma pessoa foi infectada quando estava na África e buscou auxílio médico na capital, Estocolmo.

O governo sueco informou que o paciente recebeu atendimento, mas não detalhou o seu estado de saúde.

Entenda a mpox

Descoberta em 1958, a mpox chegou a ser chamada de varíola dos macacos por ter sido observada pela primeira vez em primatas utilizados em pesquisa. Ela circula principalmente entre roedores, e humanos podem se infectar com o consumo da carne, contato com animais mortos ou ferimentos causados por eles.

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Entre os sintomas, estão: febre, dores musculares e linfonodos inchados (leia mais abaixo). A erupção cutânea começa geralmente no rosto e, depois, se espalha para outras partes do corpo, principalmente as mãos e os pés. A doença é endêmica em países da África central e ocidental, como República Democrática do Congo e Nigéria.

Análises preliminares sobre os primeiros casos do surto na Europa e na América do Norte que ocorreram em 2022 demonstraram que o vírus foi detectado por serviços de cuidados primários ou de saúde sexual e os principais pacientes eram homens que fazem sexo com homens. A OMS alertou que esta não é uma doença que afeta grupos específicos e que qualquer pessoa pode contraí-la se tiver contato próximo com alguém infectado.

Sintomas de mpox

  • Erupções cutâneas ou lesões de pele
  • Adenomegalia – linfonodos inchados (ínguas)
  • Febre
  • Dores no corpo
  • Dor de cabeça
  • Calafrio
  • Fraqueza

Fonte: Ministério da Saúde

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